12/11/09

O VERBO - pessoa, número, tempo, modo e conjugações

Os verbos são palavras que indicam uma acção. Variam em:

PESSOA

  • 1ª - eu / nós
  • 2ª - tu / vós
  • 3ª - ele (ela) / eles (elas)



NÚMERO:

  • Singular - eu, tu, ele, (ela)
  • Plural - nós, vós, eles (elas)



TEMPO:

  • Presente - a acção passa-se no momento em que se fala. (falo)
  • Pretérito - a acção passou-se antes do momento em que se fala. (falei)
  • Futuro - a acção passar-se-á depois do momento em que se fala. (falarei)



MODO:

  • Indicativo - quando encaramos a acção como uma certeza. (como)
  • Conjuntivo - quando encaramos a acção como uma dúvida, uma incerteza, uma possibilidade. (que eu coma)
  • Imperativo - quando pretendemos dar uma ordem, um conselho. (come) 
  • Condicional - quando a acção está dependente de outra acção. (comeria)
  • Infinitivo - quando a acção é apresentada de uma forma geral, indeterminada, abstracta. (comer)



CONJUGAÇÕES:

  • Retirando ao infinitivo a terminação r, obtém-se o tema do verbo: lava(r), come(r), dormi(r).
  • À última vogal do tema dá-se o nome de vogal temáticalav(a), com(e)dorm(i).
  • Retirando ao tema a vogal temática, encontramos o radical do verbolav(a), com(e), dorm(i)


  • 1ª conjugação - verbos cuja vogal temática é a lavar
  • 2ª conjugação - verbos cuja vogal temática é e comer
  • 3º conjugação - verbos cuja vogal temática é i dormir


  • Verbos regulares - os que mantêm os seu radical em todos os tempos verbais: canto, cantei, cantava ...
  • Verbos irregulares - aqueles em que o radical varia nos diversos tempos verbaisdigo, disse, dizia, direi ...

10/11/09

Os contos tradicionais - origem e características

ORIGEM: Antigamente, as pessoas, nos seus serões, contavam histórias irreais ou  verídicas, pois não tinham outra diversão. Geralmente essas histórias eram contadas à lareira.
O conto popular teve origem não nas camadas mais cultas da sociedade, mas sim no povo. Talvez venha daí o facto de não ser escrito, pois as pessoas, geralmente, não sabiam ler.
As pessoas mais velhas são os agentes de transmissão do conto. São elas que, normalmente, transmitem esses contos aos seus netos. Assim, o conto vai de geração em geração e muitas vezes é alterado, pois “Quem conta um conto acrescenta um ponto”.
O conto é pois, uma narrativa com raiz na tradição oral. O seu relato ocorria, em geral, num ambiente comunitário, ao serão.

CARACTERÍSTICAS: O conto prende-se pois, com o povo e com a população mais rural, menos «letrada».
A estrutura, basicamente, desenvolvia-se em cinco momentos:
          . a  apresentação da situação;
          . o acontecimento perturbador;
          . os acontecimentos e peripécias passados pelo herói
          . o desaparecimento do motivo perturbador
          . a conclusão.

As personagens principais são, de um modo geral, anónimas e poucas, envolvendo classes sociais diferentes; reduzem-se muitas vezes a  três elementos: a heroína, o herói e  o elemento representativo do mal (fada, bruxa ou velha).

O espaço e o tempo são muito vagos ou quase nulos; são indefinidos e indeterminados.

O encantamento e a simbologia dos nomes e dos números impõem-se no evoluir das histórias (é constante a referência ao número três). Uma das características do conto é a presença do maravilhoso: é característico haver dragões, fadas, feiticeiras, bruxas...

Os contos também têm uma característica muito importante: a moralidade (que muitas vezes pode ser expressa em provérbio). Nela assistimos sempre ao triunfo do Bem sobre o Mal.
Os contos que, normalmente, são contados às crianças são muito importantes, pois têm uma dupla função, lúdica e didáctica, ou seja, elas podem divertir-se e aprender ao mesmo tempo. Destinavam-se, sobretudo, a passar uma mensagem moralizadora, mas também a divertir e entreter o núcleo familiar, os amigos e vizinhos.

EVOLUÇÃO: O conto passa a ser reconhecido literariamente como género narrativo bastante tardiamente. Mas já no séc. XVI, em França, Perraut reunira alguns contos tradicionais, passando-os às à escrita. No séc. XIX, os Irmãos Grimm, em Inglaterra, ou Teófilo Braga e Almeida Garrett, em Portugal, fizeram o mesmo, publicando muitas histórias que até aí não tinham sido escritas. No entanto, mantém características de conto popular como, por exemplo, a curta extensão, o teor moralizante, a concentração do espaço e do tempo e o número reduzido de personagens.


NOTAS:

  • Para imprimires este texto, carrega AQUI.
  • Carrega AQUI para realizares um exercício interactivo sobre os contos tradicionais.
  • Se carregares AQUI, poderás ver um PowerPoint com as características dos contos tradicionais.
  • Para fazeres download de alguns contos tradicionais de Teófilo Braga, carrega AQUI



LITERATURA ORAL E TRADICIONAL

Desde os tempos mais antigos que em todos os continentes surgiram histórias criadas pelo povo que eram depois contadas oralmente de geração em geração. Essas histórias, de origem popular, muitas vezes passaram de umas regiões para as outras, através dos mercadores e outros viajantes. O conjunto desses textos transmitidos oralmente constitui a literatura oral e tradicional.
A dada altura, alguns escritores e investigadores passaram para escrito esses textos, de origem anónima e conservados na memória popular, fixando-os em livro, para que não se perdessem.

Por exemplo, no séc. XVI, Perrault, e no séc. XIX, os Irmãos Grimm, recolheram e publicaram muitas dessas histórias.
Em Portugal, escritores como Almeida Garrett, Teófilo Braga, ou José Leite de Vasconcelos dedicaram grande parte da sua vida a recolher e publicar contos populares e outros textos da literatura oral e tradicional.

De entre os diversos tipos de textos que constituem esse património oral, destacamos:

Conto Tradicional - narrativa inventada pelo povo, breve e simples, transmitida oralmente e com uma finalidade lúdica e moralizante. Grande parte dos contos recorre ao maravilhoso, apresentando muitos elementos simbólicos.

Provérbio - também conhecido por ditado popular, é uma frase, sob a forma de máxima ou sentença, que transmite um saber e/ou encerra uma moral, sendo transmitida de geração em geração pela via oral.

Lengalenga - texto lúdico, de extensão variável, geralmente rimada, facilitando, assim, a sua memorização.

Adivinha - enigma que consiste num jogo de palavras, com vista a encontrar uma solução.

Quadra Popular - poema com quatro versos, de origem popular, com finalidade lúdica ou satírica, recorrendo a repetições e rimas, de forma a facilitar a sua memorização.

Lenda - narrativa transmitida oralmente, de geração em geração, que assenta em factos reais modificados pela fantasia. Resulta, pois, de uma mistura de realidade e fantasia. Pode possuir um fundo histórico, destinar-se unicamente à explicação de um facto geográfico ou explicar a origem de lugares.

Fábula - narrativa breve e simples, em verso ou em prosa, em que as personagens são animais ou seres inanimados. Têm uma função lúdica e moralizante, pois pretende representar as qualidades e os defeitos do ser humano. Fedro, Esopo, La Fontaine, Bocage e João de Deus são alguns dos fabulistas mais conhecidos.

*DOWNLOAD DESTE TEXTO EM PDF, AQUI.

16/10/09

A Banda Desenhada e suas características (ppt)

PowerPoint sobre a banda desenhada e suas características:



Nota: Para saberes mais sobre a Banda Desenhada e a sua história, carrega AQUI

29/09/09

A NOTÍCIA

Em termos genéricos, podemos definir noticia como sendo uma narrativa curta, de um acontecimento actual com interesse geral.
  • Narrativa curta - dizer apenas o essencial para captar a atenção do leitor 
  • Acontecimento actual - o que acontece ou aconteceu é conhecido no espaço de 24 horas.
  • Interesse geral - que desperta a curiosidade e atenção do público a que se destina.

ESTRUTURA DA NOTÍCIA

A notícia deverá ser escrita de forma a possibilitar uma leitura rápida. Consideremos como notícia tipo a que apresenta a seguinte estrutura: 

Título - (pode, eventualmente, ter também antetítulo e / ou subtítulo)

Lead – corresponde ao primeiro parágrafo do texto, que pode ou não ser destacado graficamente e que deverá conter as informações essenciais, respondendo sempre que possível às perguntas:
- Quem ? (quem participa na notícia)
- O quê? (o que aconteceu, acontece ou vai acontecer)
- Onde? (local onde aconteceu)
- Quando? (dia, hora,)
Corpo da noticia – corresponde aos restantes parágrafos do texto. É o desenvolvimento da notícia, no qual deverão estar  as respostas às questões:
- Como? (contar como aconteceu a notícia)
- Porquê? (porque aconteceu a notícia)

Mais algumas características:
  • As frases devem ser curtas com uma estrutura básica de sujeito - predicado -complemento, ou seja, deve seguir o princípio "uma frase -uma ideia".
  • O jornalista deve evitar os adjectivos, utilizando sobretudo os substantivos e os verbos.
  • O jornalista não deve dar a sua opinião sobre o que conta; deve limitar-se a contar o que aconteceu.
  • Quando a notícia é sobre uma disputa  entre pessoas ou instituições, o jornalista deve mostrar a opinião dos dois, para deixar que o leitor decida sobre quem tem razão.
  
VERSÃO DESTE TEXTO EM PDF,  AQUI

exercício sobre a notícia: AQUI