15/04/09

Breve História do Teatro

Tal como o conhecemos hoje, o Teatro nasceu na Grécia Antiga, intimamente ligado aos festivais religiosos em honra do deus Dioniso (deus da Alegria). 

De início havia só dois grandes géneros teatrais, dos quais já deves ter ouvido falar: a tragédia (que tratava de assuntos sérios) e a comédia (que tratava de assuntos cómicos). De facto, as representações teatrais assumiram uma importância tal no seio da civilização grega que se fizeram imponentes anfiteatros, edificados exclusivamente para esse fim.


Quando a Grécia foi conquistada por Roma, os invasores apreciaram muito as representações teatrais gregas. Daí se explica que tenham importado esta forma de fazer teatro para o seu próprio território. Mas não o decalcaram integralmente: adaptaram-no à sua realidade.
À semelhança dos gregos, também os romanos construíram enormes e imponentes teatros para albergar as representações teatrais. A mais célebre destas construções foi, sem dúvida, o Coliseu.


O triunfo do Cristianismo ditou o fim das representações teatrais. Mas seria mesmo o fim do Teatro? Na verdade, o Teatro vai ressurgir no século IX, pela mão de quem tão veementemente o proibira – a Igreja. A popularidade de peças de temas religiosos cresce e expande-se do interior da igreja para o ar livre, no adro das igrejas. Destaca-se também António Ferreira, autor da tragédia Castro, obra essa que retrata os amores de D. Pedro e D. Inês de Castro. Nos dias de hoje, e já em pleno século XXI, o Teatro assume uma importância vital, simultaneamente lúdica e didáctica: educa, divertindo. E apesar das crises que, de quando em quando, vêm a lume sobre a eventual “saúde” do teatro português, o que é certo é que ele veio para ficar!




Em Portugal, no séc. XVI, aparece, então, um dos maiores vultos do Teatro Nacional, Gil Vicente, autor de uma extensa obra teatral (nomeadamente o Auto da Barca do Inferno).

No século XIX, Almeida Garrett empenha-se em ressuscitar o Teatro Nacional e é com esse intuito que escreve várias peças de teatro (como Frei Luís de Sousa, ou Falar Verdade a Mentir).




NOTA - para descarregares este texto, carrega AQUI

23/03/09

COMO ESTUDAR PARA UM TESTE

Como preparar um teste?

Os testes, as fichas de avaliação ou os exames são dos momentos mais importante da tua vida escolar. Deves preparar-te bem e com antecedência para conseguires bons resultados.

O medo ou alguma ansiedade são normais e, até certo ponto preparam-te para a acção, na medida em que é necessária alguma adrenalina para enfrentares o desafio que é uma avaliação. Tudo o que te exija velocidade de raciocínio, de esforço, de concentração, de resistência, de destreza implica que estejas alerta, activo e muito atento.

Antes do teste:

  • Estuda com tempo. Estudar apenas na véspera normalmente dá maus resultados e não te deixa tempo para tirares todas as tuas dúvidas. A véspera deve ser reservada para uma revisão final da matéria e não para estudar toda a matéria. Nunca ouviste dizer: “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”? Então prepara-te com alguma antecedência!
  • Treina-te a dar as respostas possíveis, por exemplo resolvendo testes antigos ou os testes formativos do manual. Um jogo de perguntas e respostas, que podes fazer com os teus colegas, costuma dar bons resultados.
  • Procura dormir bem: a frescura física é uma condição essencial para ter sucesso numa prova de avaliação.
  • Encara as provas com autoconfiança: o medo excessivo é um obstáculo ao teu êxito escolar.
  • Traça previamente um plano de estudo dos conteúdos e reserva, para a véspera da prova, a revisão final.
  • Volta a ler os sublinhados do texto do manual, as anotações e os apontamentos para melhor consolidares os teus conhecimentos.

Durante a realização do teu teste:

  • Não te esqueças de levar todo o material necessário à realização do teste.
  • Lê todo o enunciado da ficha antes de responderes, pois poderás tomar as atitudes mais correctas quanto à distribuição do tempo e à forma de organização das tuas respostas.
  • Distribui o tempo pelas várias perguntas, tendo o cuidado de deixar os últimos 5 ou 10 minutos para uma leitura/revisão das respostas.
  • Procura captar sempre o sentido exacto das questões, conhecendo previamente o significado de termos como: Define, Interpreta, Explica, Analisa, Comenta, Relaciona, Explicita. Lembra-te de que as perguntas mal compreendidas serão quase sempre as mal respondidas.
  • Faz uma lista de tópicos antes de começares a responder. De seguida, ordena-os de forma lógica e coerente e, só depois, elabora a tua resposta.
  • Começa a responder às perguntas mais simples e fáceis. Em caso de dificuldade, não te deixes bloquear e passa imediatamente a outra questão.
  • Responde de forma clara e segura. Evita falar daquilo que não dominas muito bem.
  • Cuida a tua caligrafia, pois a legibilidade de um texto facilita a sua avaliação. Se o professor não conseguir ler a tua resposta não poderá considerá-la correcta e tu só perderás com isso!.

Após a entrega/correcção da prova:

  • Quaisquer que sejam os resultados, solicita ao professor um comentário à tua ficha.
  • Em casa, consulta o manual e responde às questões em que tiveste mais dificuldades. Recorre de novo ao professor se ainda tiveres alguma dúvida.
  • Se tiveres uma nota baixa, não encares o resultado com uma derrota… Assume a responsabilidade e, sobretudo, lembra-te de que é apenas um aviso de que deves estudar mais ou melhorar os teus métodos de estudo. Confia em ti e não desanimes.
  • Se obtiveste uma boa classificação, orgulha-te do resultado mas não o encares com triunfalismo. Continua a trabalhar, pois essa é a chave para o teu êxito.

20/03/09

O CAVALEIRO DA DINAMARCA - resumo da viagem do Cavaleiro (vídeo)

Neste vídeo, feito por colegas teus, fala-se da peregrinação do Cavaleiro à Terra Santa, dos lugares que visitou nessa viagem e o que fez, viu e ouviu nesses lugares...

17/03/09

ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS (parte 2)

*ORAÇÕES COORDENADAS*

1- Orações coordenadas copulativas
Exprimem a simples adição de orações. Podem ser introduzidas por:
   - Conjunções: e; nem, também.
   - Locuções: não só...mas também; tanto...como; não só...como também.
Ex: Chove e troveja. 

2- Orações coordenadas adversativas
Indicam oposição ao que se disse anteriormente. Podem ser introduzidas por:
   - Conjunções: mas; porém; todavia; contudo.
   - Locuções: no entanto; apesar disso; ainda assim; não obstante.
Ex: A avestruz tem asas, mas não voa. 

3- Orações coordenadas conclusivas
Indicam uma conclusão tirada do que se disse anteriormente. Podem ser introduzidas por:
   - Conjunções: pois; portanto; logo.
   - Locuções: por consequência; por conseguinte; pelo que, por isso
Ex: A terra está molhada, logo choveu. 

4- Orações coordenadas disjuntivas
Exprimem alternância, distinção ou contraste. Podem ser introduzidas por:
   - Conjunções: ou (repetido ou não).
   - Locuções: ora...ora; quer...quer; seja...seja; seja...ou; já...já; nem...nem.
Ex: Ora chove ora faz sol.
 

*ORAÇÕES SUBORDINADAS*

1- Orações subordinadas temporais
Expressam a ideia de tempo. Podem ser introduzidas por:
   - Conjunções: quando; enquanto;
   - Locuções: logo que; depois que; desde que;
Ex.: Ele chamou o elevador quando eu fechei a porta. 


2- Orações subordinadas causais
Expressam a ideia de causa ou o motivo. Podem ser introduzidas por:
   - Conjunções: porque; pois; como;
   - Locuções: visto que; pois que; por causa de;
Ex.: Não vou sair, porque está a chover. 


3- Orações subordinadas finais
Expressam ideia de fim (objectivo). Podem ser introduzidas por:
   - Conjunções: para (= para que);
   - Locuções: para que; a fim de que;
Ex.: Estudem, para que passem de ano. 


4- Orações subordinadas condicionais
Expressam uma condição ou hipótese. Podem ser introduzidas por:
   - Conjunções: se;
   - Locuções: salvo se; excepto se; a não ser que;
Ex.: Se estudares tens o teu futuro garantido.

RESUMINDO:
Autora do powerpoint: prof. Teresa Pombo

15/03/09

ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS (parte 1)

*FRASE SIMPLES E FRASE COMPLEXA*


A frase pode ser constituída por uma ou mais orações.
Uma oração é a unidade gramatical organizada à volta de um verbo.


Frase simples é aquela que é constituída por uma única oração, contendo, portanto, um só verbo conjugado (apresenta, assim, apenas um sujeito e um predicado).


Ex.: Os meus pais oferecem-me muitos livros.
Frase simples ou oração (um só verbo conjugado)


Frase complexa é aquela que é constituída por duas ou mais orações. Apresenta, portanto, mais do que um predicado e muitas vezes mais do que um sujeito.


Ex.: Os meus pais oferecem-me muitos livros porque eu gosto muito de ler.
Frase complexa ( dois verbos conjugados)


Há duas maneiras de organizar as orações na frase complexa: através da coordenação e através da subordinação

Coordenação (Orações coordenadas) 

Os meus pais saíram. Eu fiquei em casa a ler.  

(Frase simples) + (Frase simples ) 

Estas duas frases simples e independentes podem ser transformadas numa frase complexa, estabelecendo-se entre elas uma relação de coordenação através de uma conjunção coordenativa. 

Ex.: Os meus pais foram ao cinema, mas eu fiquei em casa a ler.
(oração coordenada) + (oração coordenada)
mas = conjunção coordenativa 
Como verificas, as orações coordenadas não dependem uma da outra; podem, por isso, separar-se e constituir orações independentes. 
Nas orações coordenadas, cada uma das orações tem um sentido próprio e independente da outra oração. 
As orações coordenadas podem ser
copulativas, adversativas, disjuntivas e conclusivas
conforme a conjunção coordenativa que as liga.


Subordinação (Orações subordinadas) 
Ex.: Os meus pais foram ao cinema quando acabaram de jantar.
(oração subordinante) + (oração subordinada temporal)
quando = conjunção subordinativa temporal 
EX.Os meus pais foram ao cinema porque queriam distrair-se
(oração subordinante) + (oração subordinada causal)
porque = conjunção subordinativa causal
Como verificas, as orações quando acabaram de jantar e porque queriam distrair-se apenas têm sentido se estiverem ligadas à oração principal (subordinante) 
Nas orações subordinadas há uma oração que tem sentido próprio (oração subordinante) e outra (ou mais) que não tem sentido próprio (oração subordinada), que para ter sentido está dependente da outra, está subordinada à outra. 
As orações subordinadas podem ser
temporais, causais, finais, condicionais,...
conforme a conjunção subordinativa que as introduz.


RESUMINDO:

NOTA - para veres com mais pormenor cada um dos tipos de orações coordenadas e subordinadas, consulta o texto:



05/03/09