Ficha informativa sobre Texto Dramático, com algum vocabulário de teatro. Imprime-a e guarda-a no teu portefólio. Bom estudo!
25/04/09
18/04/09
As Características do Texto Dramático
O TEXTO DRAMÁTICO:
O texto dramático é um tipo de texto que é escrito para ser representado. Normalmente não tem narrador e nele predomina o discurso na segunda pessoa (tu/vós).
Além deste tipo de discurso, o texto dramático pressupõe o recurso à linguagem gestual, à sonoplastia e à luminotécnica.
É composto por dois tipos de texto:
Texto principal, as falas dos atores, sob a forma de:
- Monólogo – uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos;
- Diálogo – falas entre duas ou mais personagens;
- Apartes – comentários de uma personagem para o público, pressupondo que não são ouvidos pelo seu interlocutor.
Texto secundário (ou didascálias, ou indicações cénicas) destina-se ao leitor, ao encenador da peça ou aos atores.
O texto secundário é composto:
- pela listagem inicial das personagens;
- pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;
- pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em atos, cenas ou quadros);
- pelas indicações sobre o cenário e guarda roupa das personagens;
- pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras;
ESTRUTURA INTERNA E EXTERNA
Estrutura externa – o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em
- atos - correspondentes à mudança de cenários.
- cenas - equivalentes à mudança de personagens em cena.
O teatro moderno, narrativo ou épico, põe de parte estas regras tradicionais de divisão na estrutura externa.
Estrutura interna – uma peça de teatro divide-se em:
- Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da ação.
- Conflito – conjunto de peripécias que fazem a ação progredir.
- Desenlace – desfecho da ação dramática.
PERSONAGENS
Classificação quanto à sua conceção:
- Planas ou personagens-tipo – não alteram o seu comportamento ao longo da ação.
Representam um grupo social, profissional ou psicológico.
- Modeladas ou Redondas – evoluem ao longo da acção, as suas atitudes e comportamentos vão-se alterando e, por isso mesmo, podem surpreender o espetador.
Classificação quanto ao relevo:
- protagonista ou personagem principal
- personagens secundárias
- figurantes
Tipos de caracterização:
- Direta – a partir dos elementos presentes nas didascálias, da descrição de aspetos físicos e psicológicos, das palavras de outras personagens, das palavras da própria personagem sobre si mesma.
- Indireta – a partir dos comportamentos, atitudes e gestos que levam o espectador a tirar as suas conclusões sobre as características das personagens.
ESPAÇO
Espaço – o espaço cénico é caracterizado nas didascálias, onde surgem indicações sobre pormenores do cenário, efeitos de luz e som.
Coexistem normalmente dois tipos de espaço:
• Espaço representado – constituído pelos cenários onde se desenrola a ação e que equivalem ao espaço físico que se pretende recriar em palco;
• Espaço aludido – corresponde às referências a outros espaços que não o representado.
TEMPO
• Tempo da representação – duração do conflito em palco;
• Tempo da ação ou da história – o(s) ano(s) ou a época em que se desenrola o conflito dramático;
• Tempo da escrita ou da produção da obra – altura em que o autor concebeu a peça.
INTENÇÕES DO AUTOR
Quando escreve uma peça de teatro, o dramaturgo pode ter uma intenção:
• Moralizadora (distinguir o Bem do Mal);
• Lúdica ou de evasão (entretenimento, diversão, riso);
• Crítica em relação à sociedade do seu tempo;
• Didáctica (transmitir um ensinamento.
FORMAS DO GÉNERO DRAMÁTICO
• Tragédia• Comédia• Drama• Teatro Épico
15/04/09
Breve História do Teatro
Tal como o conhecemos hoje, o Teatro nasceu na Grécia Antiga, intimamente ligado aos festivais religiosos em honra do deus Dioniso (deus da Alegria).
De início havia só dois grandes géneros teatrais, dos quais já deves ter ouvido falar: a tragédia (que tratava de assuntos sérios) e a comédia (que tratava de assuntos cómicos). De facto, as representações teatrais assumiram uma importância tal no seio da civilização grega que se fizeram imponentes anfiteatros, edificados exclusivamente para esse fim.
Quando a Grécia foi conquistada por Roma, os invasores apreciaram muito as representações teatrais gregas. Daí se explica que tenham importado esta forma de fazer teatro para o seu próprio território. Mas não o decalcaram integralmente: adaptaram-no à sua realidade.
À semelhança dos gregos, também os romanos construíram enormes e imponentes teatros para albergar as representações teatrais. A mais célebre destas construções foi, sem dúvida, o Coliseu.
O triunfo do Cristianismo ditou o fim das representações teatrais. Mas seria mesmo o fim do Teatro? Na verdade, o Teatro vai ressurgir no século IX, pela mão de quem tão veementemente o proibira – a Igreja. A popularidade de peças de temas religiosos cresce e expande-se do interior da igreja para o ar livre, no adro das igrejas.
Destaca-se também António Ferreira, autor da tragédia Castro, obra essa que retrata os amores de D. Pedro e D. Inês de Castro. Nos dias de hoje, e já em pleno século XXI, o Teatro assume uma importância vital, simultaneamente lúdica e didáctica: educa, divertindo. E apesar das crises que, de quando em quando, vêm a lume sobre a eventual “saúde” do teatro português, o que é certo é que ele veio para ficar!
À semelhança dos gregos, também os romanos construíram enormes e imponentes teatros para albergar as representações teatrais. A mais célebre destas construções foi, sem dúvida, o Coliseu.
O triunfo do Cristianismo ditou o fim das representações teatrais. Mas seria mesmo o fim do Teatro? Na verdade, o Teatro vai ressurgir no século IX, pela mão de quem tão veementemente o proibira – a Igreja. A popularidade de peças de temas religiosos cresce e expande-se do interior da igreja para o ar livre, no adro das igrejas.
Destaca-se também António Ferreira, autor da tragédia Castro, obra essa que retrata os amores de D. Pedro e D. Inês de Castro. Nos dias de hoje, e já em pleno século XXI, o Teatro assume uma importância vital, simultaneamente lúdica e didáctica: educa, divertindo. E apesar das crises que, de quando em quando, vêm a lume sobre a eventual “saúde” do teatro português, o que é certo é que ele veio para ficar!
Em Portugal, no séc. XVI, aparece, então, um dos maiores vultos do Teatro Nacional, Gil Vicente, autor de uma extensa obra teatral (nomeadamente o Auto da Barca do Inferno).
No século XIX, Almeida Garrett empenha-se em ressuscitar o Teatro Nacional e é com esse intuito que escreve várias peças de teatro (como Frei Luís de Sousa, ou Falar Verdade a Mentir).
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